Filipinas

Uma lição de vida!

Era o  primeiro dia nas Filipinas, não sabia o tipo de cultura que ia encontrar, mas as  expectativas não eram altas. Afinal de contas era um país de terceiro mundo onde a realidade era completamente diferente.

Conhecer novas culturas, os costumes, as pessoas, uma vida distante da minha, é o que me move enquanto viajante. Mas acho que nunca estamos realmente preparados para o que vamos ver quando escolhemos este tipo de países.

Como na maioria do continente asiático não havia água potável, as casas eram meras barracas, mas todos eles viviam com um amor que nunca tinha presenciado. Quase sem nada, mas partilhavam tudo, como se fizessem todos parte da mesma família.

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Nunca me tinham visto, não me conheciam, nunca tinham sequer ouvido falar no meu país. Nem precisavam, pois nada disso importava. Eram tão acolhedores, tão honestos, humildes, as pessoas mais simpáticas e prestáveis que alguma vez conheci.

Conheci pessoas incríveis que melhoraram não só a minha viagem, como também a minha vida, há valores que aprendi que mudam tudo o que acreditamos.
Experiências que passei, histórias que me inspiraram, vidas tão diferentes das nossas.

A certo ponto desta aventura deixei de me importar com os quartos maus que estava, a falta de condições ou o que achava que faltava.
Cheguei com uma mala às costas e sempre na ideia que devia ter trazido mais alguma coisa, mas depressa mudei a minha ideia.

Afinal de contas, eles vivem com tão pouco e são felizes, porque não podia ser também?
Provavelmente seria muito mais difícil, visto que temos ideia do que se passa pelo mundo fora, mas o que é certo, é que o que tinha como prioridade havia sido repensado, já só queria ficar por ali..sim..nunca mais sair das Filipinas.
Ficar rodeado de todas essas boas energias, de todas essas pessoas que me tratavam como família sem segundas intenções.

Mas a realidade que eles enfrentam todos os dias é dura. Chega até a ser cruel, têm um país lindíssimo como não há igual, uma cultura e povo incrível.
No entanto, em pleno Séc. XXI, os habitantes constroem as suas próprias casas com o que a natureza lhes dá, sobrevivem do que vendem nas esquinas, trabalham horas a fio desde pequeninos, pois não tem outra hipótese. Tomam banho no exterior das casas, com pequenos baldes, e nem assim desperdiçam.

Quando abrimos a torneira não imaginamos que algo tão banal pode ser o sonho de alguém, neste momento passou a ser um sonho meu também, que um dia, todas aquelas pessoas fantásticas que conheci, possam ter uma vida melhor, que não precisem comprar água, que possam fazer algo tão simples como abrir uma torneira.

No final de contas a minha vida era fantástica, os meus problemas eram tão pequenos e sem significado comparado a tudo o que eles tinham de passar diariamente.
E mesmo assim, foram as pessoas mais felizes que alguma vez conheci, se isso não é lição de vida suficiente..então o que será?!

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