A trilha mais perigosa do mundo

O Caminito del Rey, a trilha mais perigosa do mundo, construída em 1905 para facilitar a travessia entre as montanhas de Chorro e Gaitanejo, pertencentes a Malaga, em Espanha.
Foi inaugurado pelo rei Afonso XIII, que deu origem ao nome do percurso.
Com o passar dos anos e sem a manutenção necessária, partes do caminho começaram a ruir.

Mas não foi impedimento para os turistas, que ainda assim continuaram a visitar e tentar percorrer a trilha, que cada vez se tornava mais perigosa.
Após acidentes, alguns dos quais fatais, o governo espanhol resolveu encerrar o percurso.
O Caminito del Rey ficou interdito durante quinze anos. Foram feitas obras para garantir a segurança dos turistas e assim reabriu a 29 de Março de 2015. E desde então tem sido uma loucura diária de visitantes.
Existe uma limitação de 1100 pessoas por dia e os bilhetes são comprados com meses de antecedência, não é possível comprar o bilhete à chegada.
As vendas são feitas através do site oficial.
https://reservas.caminitodelrey.info/?lang=en

Esta atracção encontra-se aberta das 09h30 às 18h00, o percurso demora cerca de três horas a completar mas não existe limite de tempo.

Existem quatro tipos de bilhete:
– 10€ Entrada
– 11.55€ Entrada + autocarro
– 18€ Entrada + Visita guiada
– 19.55€ Entrada + Visita guiada + autocarro

Escolhi adquirir o bilhete de entrada sem guia turístico, mas com autocarro incluído. O percurso começa na zona norte e termina na zona sul, é necessário um autocarro para regressar ao ponto de partida.

O autocarro está disponível de trinta em trinta minutos a cerca de 2km após o fim do percurso.

Como ir

É possível ir de autocarro das cidades próximas ou de carro, que é o mais fácil. Há muito estacionamento gratuito disponível. A dica é chegar cedo, quanto mais tarde, mais longe terá de deixar o carro.

Onde ficar

Estava hospedada em Sevilha, que fica a cerca de duas horas de caminho. Antequera e Ronda são as cidades mais próximas. Escolhi ficar em Sevilha por ser central para a viagem que estava a fazer. Se tivesse feito apenas a trilha, tería optado por ficar em Antequera.

Cheguei bem cedo e estava um frio de rachar, com o subir do sol o nevoeiro desapareceu e ficou até demasiado calor para um dia de Fevereiro.
Estacionei o carro e segui caminho. Encontrei um quiosque, onde estava uma rapariga a direccionar os visitantes. Seria o começo do percurso para quem comprou entrada com visita guiada.

Para os aventureiros como eu, tería de continuar a subir e procurar um túnel à esquerda. E que bela maneira de começar esta aventura, percorrer cerca de 1.5km num túnel sem luz ou alguém que nos indicasse o caminho.
Mas rapidamente avistei a luz ao fundo do túnel.
Uns 2km depois, cheguei ao controlo de bilhetes, onde entregavam os capacetes e faziam um pequeno briefing de segurança, disponível em inglês ou espanhol.

Destemida e de capacete posto dei início à trilha mais perigosa do mundo.
Como qualquer viajante, fiz a minha pesquisa, vi centenas de fotos e imaginei vezes sem conta como seria.
Mas nada se assemelha à sensação de estar numa ponte de madeira a 100m de altura, de subir escadas onde apenas cabe a ponta do pé ou de percorrer uma ponte suspensa enquanto as pernas tremem mais do que querem andar.
Foi uma das melhores experiências que já tive até hoje. Não só pela adrenalina, sentido de aventura, mas também pelas paisagens incríveis, por toda aquela natureza que nos rodeava, pelo ar puro tão longe do chão.

Provavelmente não será um bom plano para alguém com medo de alturas, pois a verdade é que apesar de ter achado bastante seguro, é possível ter a sensação da altitude que estamos.

Dicas:

– Levar identificação.
(Apenas maiores de 18 anos são permitidos)

-Levar roupa e sapatos confortáveis, tendo em conta que de manhã está muito frio e com o passar das horas fica um calor abrasador.
(Desde o início ao fim do percurso, andamos cerca de 8km)

-Levar apenas o indispensável.
(Quanto mais carregados, mais cansativo será)

-Levar água e lanche.
(A trilha não é apenas pontes e escadas, é possível fazer um piquenique a contemplar as belas paisagens espanholas)

-Bolsas para telemóvel, fitas para máquinas fotográficas.
(Ficariam surpreendidos com a quantidade de pessoas que oferece presentes à montanha)

-Usar a casa de banho do quiosque, antes de iniciar o percurso.
(Não existem casas de banho no Caminito del Rey, apenas na entrada e saída. Os arbustos são muito requisitados).
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